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Sterile Cockpit
A aviação é cheia de regras que visam manter principalmente a segurança nas operações. Através delas é que foi possível chegar ao nível de confiança atual, não havendo outro meio de transporte mais seguro e eficaz.
Uma das regras mais importantes, o Sterile Cockpit, foi regulamentado em 1981 pelo FAA (Federal Aviation Administration), que é o órgão governamental regulador da aviação civil nos Estados Unidos.
O Sterile Cockpit foi definido como forma de evitar acidentes que ocorrem por momentos de distração na cabine de comando em momentos críticos, que são: Operações em solo como taxi, Decolagem, Aproximação e em geral, abaixo de 10 mil pés acima do nível do mar, ou no caso de aeroportos em níveis elevados, 10 mil pés acima do solo.
Nestes momentos, é necessário que a tripulação técnica esteja totalmente concentrada nos procedimentos, pois segundos de distração, como uma conversa corriqueira, ou um Speech para os passageiros, podem levar a consequências desastrosas.
Em 12 de fevereiro de 2009, um trágico acidente no vôo Colgan 3407 ceifou a vida de dezenas de pessoas principalmente pelo fato de a tripulação técnica não respeitar as regras de Sterile Cockpit. Já na fase de aproximação, os pilotos não foram capazes de gerenciar os procedimentos, não notando uma grande perda de velocidade em decorrência do abaixamento do trem de pouso, perdendo então a sustentação. Por ser uma fase crítica, já próximo ao solo, a recuperação do Stall era muito difícil.
Em uma situação crítica, estão proibidas conversas que não são relacionadas ao procedimento em questão, chamadas de rádio não relacionadas com a segurança, speeches ou conversações desnecessárias com a Tripulação de cabine. Porém, há situações em que é permitido quebrar a regra do Sterile Cockpit, como fogo na cabine, vazamento de combustível, emergência médica ou barulhos e ou vibrações anormais.
É por isso que quando você está em um avião, nota que o comandante leva um bom tempo para fazer seu pronunciamento para todos os passageiros após uma decolagem. Antes disso ele estava cuidando da segurança de seu voo em um dos momentos mais críticos para que você chegue em total segurança ao seu destino.
Thiago Elias
Referências:
DARBO, John H.; BEBER, Frank. A importância do cumprimento do “Sterile Cockpit”. TAM Safety Digest, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 24-28, 1999.
BETING, Gianfranco. “Nós caímos” – A saga do Colgan Air 3407. Disponível em: <http://www.jetsite.com.br/2008_v35/AcidenteBlackbox.aspx>. Acesso em: 31 mai. 2011.
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