(Computer + Aviation) = Passion
Archive for May, 2011
Sterile Cockpit
May 31st
A aviação é cheia de regras que visam manter principalmente a segurança nas operações. Através delas é que foi possível chegar ao nível de confiança atual, não havendo outro meio de transporte mais seguro e eficaz.
Uma das regras mais importantes, o Sterile Cockpit, foi regulamentado em 1981 pelo FAA (Federal Aviation Administration), que é o órgão governamental regulador da aviação civil nos Estados Unidos.
O Sterile Cockpit foi definido como forma de evitar acidentes que ocorrem por momentos de distração na cabine de comando em momentos críticos, que são: Operações em solo como taxi, Decolagem, Aproximação e em geral, abaixo de 10 mil pés acima do nível do mar, ou no caso de aeroportos em níveis elevados, 10 mil pés acima do solo.
Nestes momentos, é necessário que a tripulação técnica esteja totalmente concentrada nos procedimentos, pois segundos de distração, como uma conversa corriqueira, ou um Speech para os passageiros, podem levar a consequências desastrosas.
Em 12 de fevereiro de 2009, um trágico acidente no vôo Colgan 3407 ceifou a vida de dezenas de pessoas principalmente pelo fato de a tripulação técnica não respeitar as regras de Sterile Cockpit. Já na fase de aproximação, os pilotos não foram capazes de gerenciar os procedimentos, não notando uma grande perda de velocidade em decorrência do abaixamento do trem de pouso, perdendo então a sustentação. Por ser uma fase crítica, já próximo ao solo, a recuperação do Stall era muito difícil.
Em uma situação crítica, estão proibidas conversas que não são relacionadas ao procedimento em questão, chamadas de rádio não relacionadas com a segurança, speeches ou conversações desnecessárias com a Tripulação de cabine. Porém, há situações em que é permitido quebrar a regra do Sterile Cockpit, como fogo na cabine, vazamento de combustível, emergência médica ou barulhos e ou vibrações anormais.
É por isso que quando você está em um avião, nota que o comandante leva um bom tempo para fazer seu pronunciamento para todos os passageiros após uma decolagem. Antes disso ele estava cuidando da segurança de seu voo em um dos momentos mais críticos para que você chegue em total segurança ao seu destino.
Thiago Elias
Referências:
DARBO, John H.; BEBER, Frank. A importância do cumprimento do “Sterile Cockpit”. TAM Safety Digest, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 24-28, 1999.
BETING, Gianfranco. “Nós caímos” – A saga do Colgan Air 3407. Disponível em: <http://www.jetsite.com.br/2008_v35/AcidenteBlackbox.aspx>. Acesso em: 31 mai. 2011.
Validação JavaScript (client-side) ou Server Side ?
May 28th
Você desenvolvedor web, sabe que em praticamente todos os tipos de formulários é necessário criar regras de validação, para que o usuário em questão não coloque informações indesejadas no banco de dados, como por exemplo um nome em branco ou um cpf inválido.
Como hoje em dia, em geral, os navegadores tem JavaScript ativado por padrão, e a grande maioria das pessoas não sabem que é possível desabilitá-lo, alguns desenvolvedores ainda acreditam que é seguro criar uma validação de dados tão somente em JavaScript.
A validação JavaScript é interessante pelo fato que antes mesmo de fazer a próxima requisição de envio do formulário, as informações já foram tratadas. Desta forma, o usuário é forçado a preencher corretamente todos os dados antes mesmo de serem enviadas ao script que as utilizará posteriormente.
O grande problema é que, conforme abordado anteriormente, qualquer pessoa pode ter acesso às configurações do navegador e desabilitar os recursos de JavaScript. Se sua validação e segurança se baseiam totalmente em Client Side, os dados serão passados sem nenhum tipo de tratamento e os desenvolvedores e gestores do banco de dados terão grandes problemas com inconsistência dos mesmos.
Por outro lado, a validação Server-Side é muito mais segura, assim como a maioria das coisas que são feitas no lado servidor. Com a validação dos dados fora do alcance do usuário, não será possível que ele interfira de forma que prejudique a integridade das informações que está enviando para seu sistema.
Mesmo que em alguns casos seja necessário mais tempo para fazer uma validação no lado servidor, com certeza o tempo é compensado pela maior segurança oferecida.
Por exemplo:
Entre no seguinte endereço de contato da GOL e tente enviar o formulário sem preencher nenhum dos campos:
http://www.voegol.com.br/faleconosco/
Será possível notar que uma caixa de alerta Javascript aparecerá, informando que algo não foi corretamente preenchido.
Feito isso, vá até as opções avançadas de seu navegador (No Chrome, basta ir no ícone Ferramenta > Opções > Configurações Avançadas > Configurações de Conteúdo e marque a opção: Não permitir que nenhum site execute JavaScript).
Agora volte ao formulário, e tente novamente enviar o formulário sem preencher nada. Logo perceberá que passou pela validação sem maiores problemas e o pessoal do site terá um registro totalmente nulo em sua base de dados.
Concluindo, a validação ClientSide com javascript tem seus pontos interessantes, como mostrar para o usuário que estão faltando dados antes mesmo de fazer uma nova requisição ao servidor, no entanto, tem uma grande insegurança, uma vez que pode ser desativado a qualquer momento. O ideal é sempre utilizar validação no lado servidor para garantir a integridade das informações. Você pode até mesmo usar o javascript para poupar requisições e tempo de quem está preenchendo seu formulário, desde que também faça a validação no lado servidor como forma de garantia na integridade.


